Disforme

DISFORME | 2008 | 02 min

Uma sombra questiona suas formas. Através de uma performance do artista sobre um fundo branco, o vídeo propõe uma reflexão sobre a imagem videográfica e suas deformidades. A sombra daquele que filma, ao mesmo tempo em que se questiona, afirma sua presença.

Em Disforme, Arthur Tuoto parte da experiência com a luz e trabalha com a transparência, a reflexão e a sobreposição dialogando com o real. É um trabalho sobre a imagem, normalmente já pronta e de onde faz surgir sua poesia ensinando o espectador a olhar. O artista parece querer ultrapassar a utopia tecnicista do meio para dominar o que é verdadeiramente vivo e real.
Fernando Bini, Exposição Translúcido, Museu Oscar Niemeyer

Em Disforme, principalmente, existe uma espécie de declamação às propriedades do dispositivo em relação ao mundo. É uma noção, para todos este filmes, de um poética contemporânea já pensada há muito por outras artes (basta pensar em Duchamp). O poético não se debruça necessariamente sobre a formação técnica ou acadêmica formal e também não se produz só no estúdio. Ela está na maneira de olhar o mundo e de resignificá-lo em uma modalidade artística específica – violando, inclusive, vários paradigmas destas modalidades no processo.
Gabriel Martins, Filmes Polvo