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Dead Hands | 05 min | 2012

A dialogue from the movie "J'entends plus la guitare" (1991), by Philippe Garrel, is the starting point for a reflection on the immateriality of
cinema and its mimetic dimension.
A spectacle of lights tries to animate still photographs like a primitive cinematograph, seeking to establish
a relationship between fascinated spectator and unreachable image
.

Um diálogo do filme "J'entends plus la guitare" (1991), de Philippe Garrel, é o ponto de partida para uma reflexão sobre a imaterialidade do cinema
e sua dimensão mimética. Um espetáculo de luzes tenta animar fotografias como em um cinematógrafo primitivo, buscando estabelecer uma relação
de encantamento entre espectador fascinado e imagem inalcançável.

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At the very beginning of the video voices can be heard. Nothing can be seen. Haltingl off-screen voices discuss their relationship and the
depth of their love. The black of the screen is relieved by the dialogue from the film J’entends plus la guitarre (1991, Director: Philippe Garrel).
Flickering white spots break through the monochrome black of the screen, just like early cinema films. Suddenly we hear music. It looks as
though a second part of the film is about to begin. The screen still stays dark, but with the white flashes stills of Hollywood stars like
Marilyn Monroe also appear, conjuring up a previous era of the cinema. Both the music and the editing suggest movement in the stills.
A piano plays the same melody over and over again, waking an association with the musical accompaniment of silent films, strengthening
the kinematic effect and lending the pulsating appearance of the images a life of its own. In fact though, the crackling sound recalls the surface
noise of a record player which, just like the flickering of the black and white images, seems like interference. The film ends as abruptly as it
started. The last photograph catches the kiss of two lovers. The music falls silent. It is dark again.”
Christian Mertmann, Videonale.14



"Um casal conversa em francês, a língua universal dos apaixonados. A declaração do rapaz não parece tão convincente. O amor ali
é bifurcado – em carne e imagens. A imagem invade a tela e nos puxa para um caminho onde os sentidos ditam a trajetória do espectador.
Filme, foto, vida, presente, passado, ilusão de ótica. A película parece dissolver-se sob nossos olhos, recriando-se, ampliando seus terrenos
interpretativos, se ressignificando. A matéria-cinema quando encontra os olhos se liberta de sua condição, pois se transforma em mil outras coisas."
Ursula Rösele, Filmes Polvo


"Frames insinuados na tela, que borram a imagem ameaçam se materializar, se oferecem e se escondem; tela pintada, tela recortada - pois a
certeza nunca se oferece e imprime a impressão de que várias situações podem estar ocorrendo -, jogos de ir e vir. O filme todo se apresenta
como uma das possibilidades da luz que projeta e se torna o quase táctil. E nesse instante em que se constata estar havendo esse ir e vir
provocador, esse jogo de 'dou, não dou', a clareza da proposta se estabelece, a força da imagem que não existe em vida se constata como
a maior realidade da arte."
Cid Nader, Cinequanon


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