Curso Cinema Contemporâneo

DESCRIÇÃO DO CURSO

Tendo como principal base de análise longas-metragens, curtas e séries de TV lançados nas duas últimas décadas, o curso tem como principal objetivo a investigação das diferentes vertentes do audiovisual contemporâneo. Ao enfatizar uma vasta multiplicidade de abordagens cinematográficas distintas, o curso sobre cinema contemporâneo surge como uma proposta vital na exploração de obras indispensáveis para a formação de um público cinematográfico crítico e bem informado.

Seja subvertendo tradições ou reverenciando elementos históricos, as obras aqui analisadas desafiam cada vez mais nossa percepção como espectador: instigando novas propostas formais e dramáticas, revelando manifestações de um conceito de mise-en-scène em constante renovação.


PROGRAMA DE AULAS

AULA 01 – O Formalismo e a Mise-en-scène Clássica: Ontem e Hoje.

A partir de uma definição histórica de mise-en-scène, a aula irá se focar na análise de obras contemporâneas que tem como base uma tradição formalista e clássica. Filmes que ao mesmo temo que reverenciam a essência da mise-en-scène tradicional, agregam algumas subversões contemporâneas implícitas.

Filmes analisados:

The Bridges of Madison County (Clint Eastwood, 1995)
Pulse (Kiyoshi Kurosawa, 2001)
Two Lovers (James Gray, 2008)
The Social Network (David Fincher, 2010)
O Estranho Caso de Angélica (Manoel de Oliveira, 2010)
Romancing in Thin Air (Johnnie To, 2012)
Low Life (Nicolas Klotz, 2012)
Miss and the Doctors (Axelle Ropert, 2013)
The Immigrant (James Gray, 2013)
Phoenix (Christian Petzold, 2014)
Carol (Todd Haynes, 2015)


AULA 02 – Desestabilizando a forma

Em complemento à primeira aula, esta aula irá se focar na análise de obras contemporâneas que tem como base a desestabilização de um conceito histórico de mise-en-scène, gerando uma gama de possibilidades estéticas e narrativas em constante renovação.

Filmes Analisados:

Close-Up (Abbas Kiarostami, 1990)
The Blackout (Abel Ferrara, 1997)
Millennium Mambo (Hou Hsiao-Hsien, 2001)
O Filho (Jean-Pierre e Luc Dardenne, 2002)
Shara (Naomi Kawase, 2003)
Elefante (Gus Van Sant, 2003)
The Brown Bunny (Vincent Gallo, 2003)
O Novo Mundo (Terrence Malick, 2005)
Domino (Tony Scott, 2005)
Inland Empire (David Lynch, 2006)
Adieu au langage (Jean-Luc Godard, 2014)
The Visit (M. Night Shyamalan, 2015)


AULA 03 – Do Corpo e da Matéria

Os filmes analisados nesta aula tem em comum a intervenção do corpo e da matéria como principal força motriz do espaço cênico. A mise-en-scène que se molda ao ato e a intenção de um corpo, que venera a potência da matéria.

Filmes Analisados:

The Blade (Tsui Hark, 1995)
Sombre (Philippe Grandrieux, 1998)
L’intrus (Claire Denis, 2004)
Miami Vice (Michael Mann, 2006)
Juventude Em Marcha (Pedro Costa, 2006)
La mujer sin cabeza (Lucrecia Martel, 2008)
Speed Racer (Lana Wachowski, Lilly Wachowski, 2008)
Holy Motors (Leos Carax, 2012)
Resident Evil: Retribution (Paul W.S. Anderson, 2012)
Under the Skin (Jonathan Glazer, 2013)
World of Tomorrow (Don Hertzfeldt, 2015)
Blackhat (Michael Mann, 2015)


AULA 4 – Cinema Contemporâneo Brasileiro

A aula sobre cinema contemporâneo brasileiro se dedica a analisar como algumas obras nacionais se filiam ou não aos conceitos estudados nas aulas anteriores. Obras independentes em suas possibilidade dramáticas e que vem definindo um panorama cinematográfico cada vez mais particular

Filmes analisados:

Alma Corsária (Carlos Reichenbach, 1993)
Lavoura Arcaica (Luiz Fernando Carvalho, 2001)
Filme de Amor (Júlio Bressane, 2003)
0667 (Marcellvs L, 2003)
O Prisioneiro da Grade de Ferro (Paulo Sacramento, 2004)
O Signo do Caos (Rogério Sganzerla, 2005)
O Céu de Suely (Karim Ainouz, 2006)
Jogo de Cena (Eduardo Coutinho, 2007)
Trabalhar Cansa (Marco Dutra e Juliana Rojas, 2011)
O Som ao Redor (Kleber Mendonça Filho, 2012)
Educação Sentimental (Julio Bressane, 2013)
Que Horas Ela Volta? (Anna Muylaert, 2015)


AULA 5 – Séries de TV: Uma Regressão ao Gênero

A última aula do curso se foca em séries de TV que vem apresentando algumas das mais interessantes possibilidades narrativas e iniciativas dramáticas. Obras que superam a simples funcionalidade da TV e remontam uma concepção de gênero plenamente autoral.

Séries Analisadas:

Twin Peaks (Mark Frost, David Lynch, 1990–1991)
The Sopranos (David Chase, 1999–2007)
Freaks and Geeks (Paul Feig, 1999–2000)
The Wire (David Simon, 2002–2008)
The O.C. (Josh Schwartz, 2003–2007)
Mad Men (Matthew Weiner, 2007–2015)
Girls (Lena Dunham, 2012– )