Carnívora

CARNÍVORA | 2016 | 63 min

Após ser encontrada por seres alienígenas, a sobrevivente de um episódio misterioso que dizimou parte da raça humana tenta compreender os fatos que levaram o planeta Terra a esse trágico destino. Formado inteiramente por imagens de arquivo sob domínio público, o filme é uma adaptação do conto de ficção científica “The Carnivore”, de Katherine MacLean.

La obra de Tuoto propone una puerta de entrada poco utilizada por el cine en este continente, una que apueste por lo experimental desde las imágenes  pero que sostenga una idea narrativa mediante la voz en off (u otros recursos), trascendiendo así la pura contemplación y convirtiéndose en un juego entre  imagen y sonido que, además de poder ser seguido con más atención, se abra a zonas de mayores resonancias y sutilezas. Una muy grata sorpresa local.”
Diego Lerer, Micropsia/Otroscines

A experimentação proposta por Tuoto através da colagem de imagens do longa vai fundo no drama da narradora da ficção, e nos faz sentir impotentes e severamente incomodados com a crítica proposta pelo cineasta.
Felipe Sclengmann, Quadro por Quadro

O grande mérito da obra de Tuoto é proporcionar um prazer tanto estético quanto auditivo, de maneiras distintas das proporcionadas pelo ‘cinema canônico’ narrativo. Em aspectos diversos, o estímulo audiovisual gerado por ‘Carnívora’ se refere pouco ao que se vê habitualmente no festival.
Alexander Aguiar, Kinograma, Cobertura Olhar de Cinema

Há uma noção de ritmo notável ao fundir prosa e imagética ponderadas, de forma que ambos os elementos sejam igual e constantemente interessantes,  com um tempo de tela nada maior ou menor do que o necessário, além de ter consciência dos limites do formato.”
Pedro Monte, Série Maníacos

O conto de MacLean, escrito há mais de 60 anos, ganha novamente força com a produção de Carnívora, principalmente por sua riqueza de detalhes ser amplificada na tela do cinema.”
Alejandro Mercado, A Escotilha

Diferente de outras produções que requerem um público ativo para ligar os pontos, Carnívora tem momentos narrativos que não deixam absolutamente tudo  nas mãos do receptor. E isso acaba sendo seu principal predicado, visto que encontra uma forma, por mais arrojada e, por vezes, desafiadora que seja, de se  comunicar com o espectador. Com relances de mensagem pró-vegetarianismo e imagens soturnas que têm tudo para causar angústia, o longa-metragem de  Arthur Tuoto é um trabalho esmerado e inteligente, que encontra soluções ousadas (e baratas, no bom sentido) para entregar sua mensagem
Rodrigo de Oliveira, Papo de Cinema